O sucesso dos titãs dos anos 80 continua mais atual do que nunca!
Aliás, só faz provar que realmente a evolução do ser está muito longe ainda, e pelo visto demorará a chegar, se é que chegará, pois parece que estamos andando pra trás.
Vivemos em um sistema sócio econômico capitalista, onde sucesso é igual à status, o que se traduz em consumo excessivo e por vezes doentio.
Não, não estou fazendo apologia à pobreza, muito menos concordando com o dito sem nexo de que “é mais fácil um elefante passar pelo buraco de uma agulha, do que um rico entrar no reino dos céus”.
Muito pelo contrário! Acho que devemos buscar o dinheiro sim, até mesmo porque, conforme já disse, vivemos em um país capitalista, e é muito bom ter tranqüilidade financeira, poder pagar as contas e sobrar algum. Poder ter um bom plano de saúde, boas roupas, um bom carro, poder degustar um belo jantar na cidade da gastronomia, enfim...usufruir o que há de bom no dinheiro.
Porém, meu questionamento aqui é muito maior.
O que tenho visto e questiono aqui é o consumismo desenfreado, em nome do status.
Pessoas sem condições financeiras, que se engranzam em dívidas, em parcelamento infindáveis, para ostentar algo...um celular última geração (mesmo que pré pago e não dê para usufruir de metade dos benefícios do aparelho), um relógio de marca (mesmo que seja um “genérico”), uma bolsa Louis Vuitton (mesmo que seja da 25 de Março), um tênis ultra moderno (mesmo que financiado em um milhão de vezes e com juros aburdos), enfim...
Tela de plasma e televisores gigantes LCD, são objetos atualmente muito comuns de vermos nas casas de pessoas com parcos recursos. TV por assinatura igualmente.
O mundo mudou, e ao invés de “ser”, o verbo da moda é “ter”!
Estamos na era da informação, temos maior acesso à Universidade, à informática, enfim, somos pessoas mais “esclarecidas”, mas o que acontece então?
Porque nos deixamos “levar” por esse consumismo desenfreado e essa ostentação doentia, que nos faz contrair dívidas gigantes e perdermos nossa tranqüilidade e nossas noites de sono?
O que nos leva a tal atitude?
A propaganda ajuda, e muito para tal.
A cada cinco minutos de programação, 10 são de comerciais.
Programas de auditório tem mais pausas para merchandising do que tempo efetivo de programa.
Até mesmo TV fechada tem canal de vendas!
Outro fator que corrobora é a forte associação de que sucesso é igual posse, ou seja, quem tem, tem sucesso.
É inversão de valores, na mais pura acepção da palavra.
O que antes chamávamos de sociedade, hoje chamam de mercado;
O que antes chamávamos de cidadão, hoje chamam de consumidor;
O que antes chamávamos de ideologia, hoje chamam de mercadoria.
Em suma, 20 anos se passaram, o capitalismo continua selvagem, e o homem, primata – de um jeito diferente – mas primata.
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