
Maíra: sinônimo de beleza a gerar sentimentos possessos só pela existência...
| Extenuação |
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| Literatura - Poesias |
Escrito por: Laurindo![]() |
Seg, 08 de Março de 2010 20:23 |
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Maíra, vulto salpicado de estrelas, Ventre sempiterno, abismo insondável, Nutrida em simpatia e aversão, rompe a eternidade. Confusa na claridade buliçosa dos opostos Expõe os seios entrumescidos de leite e mel E as entranhas cansadas donde escorrem pai, mãe, filho, amém. Ó impiedade soberana, Maíra está extenuada, filho chuvoso! E nós, sabedores do lapso ordenador dos instantes Do ato insano que engendra fecundação extremada Participes do eterno, do sêmen e do sangue que te inunda, Terrível destino nos parcela exauridos por culpas e queixumes. À luz, espíritos novos, à luz! Movamos a guerra que Maíra nos conclama (Radiantes de prudência, ataviados de auroras). Passou-se o tempo da esquizofrenia, O espaço agora se nos reparte sob a égide do trovão. Honra e excelência é tudo que nos resta. O limite é o ciúme, esse olho a perfurar as rochas. Ai de nós, arrogantes e mesquinhos, indiferentes e banais, Ai de nós, condenados a rastejar sobre os teus ossos, Maíra: Eis a catastrofe, em letras de fogo, esculpidas nas retinas Expostas nos monturos, matriz inexorável de carmas. Ai de nós, que perseveramos em viver, Sob os olhares lacrimosos e lacônicos dos dinossauros. Crie um banner deste artigo em outros sites Para criar um banner deste artigo em outro site, copie e cole o texto abaixo em sua página. Visualizar : |